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Produção de café do Vietnã deve manter estabilidade na safra 2026/27
A renovação de lavouras e o aumento da produtividade devem compensar perdas causadas por chuvas e pragas na principal região produtora do país.

A produção de café do Vietnã tem projeção de estabilidade para a safra 2026/27, conforme apontado por representantes do setor cafeeiro nacional. O cenário é sustentado pelo aumento da produtividade observado em lavouras jovens e áreas recentemente replantadas, que prometem equilibrar os impactos negativos causados por chuvas excessivas e a incidência de pragas em partes do Planalto Central.
O Planalto Central é a principal região produtora do país, que se consolida como o maior exportador global de café canéfora, popularmente conhecido como robusta. A variedade é essencial para a indústria de café solúvel e para a composição de blends que exigem corpo e cafeína, sendo o pilar da economia cafeeira vietnamita.
Análises de mercado
Trinh Duc Minh, presidente da Associação de Café de Buon Ma Thuot, situada na província de Dak Lak, pontuou que o clima afetou as áreas de forma desigual. Segundo ele, enquanto algumas lavouras enfrentam dificuldades, o bom desempenho produtivo em outras frentes tem sido fundamental para manter a oferta estabilizada.
Essa projeção de estabilidade é mais cautelosa do que a estimativa apresentada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em maio. O órgão americano previu uma colheita total de 32,5 milhões de sacas, representando um avanço de 2,5% sobre o ciclo anterior, sendo 31,4 milhões de sacas especificamente da variedade robusta.
Desafios climáticos e perspectivas
Além da renovação dos cafezais, o USDA destacou que os preços praticados ao longo da temporada 2024/25 funcionaram como um gatilho para a expansão de áreas cultivadas e elevaram o nível de investimentos por parte de empresas privadas no campo. O otimismo, contudo, esbarra nas incertezas impostas pelo clima para os próximos ciclos.
A atenção do setor está voltada para a safra 2027/28 e a possível influência do fenômeno El Niño. A expectativa de secas no Sudeste Asiático gera preocupação sobre a disponibilidade de água para irrigação, um insumo crítico para a produtividade do canéfora.
Produtores locais, como Tran Thi Mai, da província de Gia Lai, já manifestam receio em relação ao abastecimento hídrico para fevereiro. O próprio Trinh Duc Minh reforçou o alerta sobre o impacto potencial de um evento climático severo, que poderia comprometer o manejo e a produtividade das lavouras em larga escala.
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