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Café libérica, espécie gigante e rara, é encontrado na Amazônia
Conhecido como café beirão, o Coffea liberica tem frutos grandes, casca grossa e árvores que podem chegar a 11 metros.

Uma espécie rara de café foi encontrada por pesquisadores no Nordeste do Pará. Conhecido na região como “café beirão”, o Coffea liberica chama a atenção pelo porte das árvores e pelo tamanho dos frutos.
O café libérica representa 0,01% da produção mundial e é pouco cultivado no mundo. A presença da espécie na Amazônia amplia o interesse sobre uma planta ainda pouco comum na cafeicultura e com características diferentes das variedades mais difundidas no mercado.
Porte fora do padrão
As árvores do Coffea liberica podem alcançar 11 metros de altura. Os troncos chegam a 60 centímetros de diâmetro, uma dimensão que diferencia a espécie no ambiente de produção de café e ajuda a explicar a referência ao café “gigante”.
Além do tamanho da planta, os frutos também se destacam. Eles são grandes e têm casca grossa, características que fazem parte da identificação do café libérica e chamam a atenção de quem pesquisa a espécie na região.
Espécie ainda pouco cultivada
O nome científico da planta é Coffea liberica. Na região do Nordeste do Pará, porém, o uso mais conhecido é “café beirão”, denominação que acompanha a ocorrência da espécie e sua identificação local.
Na cafeicultura, uma espécie pouco cultivada tem participação limitada na oferta total de café. A produção mundial é formada por espécies e variedades com diferentes níveis de presença no campo, e a participação de 0,01% coloca o libérica em uma faixa muito pequena desse mercado.
O achado no Nordeste do Pará coloca em evidência uma espécie com características próprias: frutos grandes, casca grossa, árvores altas e troncos largos. Para pesquisadores, esses elementos são fundamentais para observar e compreender o café encontrado na Amazônia, sem confundi-lo com os cafés mais presentes na produção mundial.
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