Café registra nova alta nas bolsas internacionais com arábica próximo aos 300 cents
Cotações do arábica em Nova York e do robusta em Londres mantêm trajetória de recuperação observada no início de novembro.

Os preços futuros do café operaram em campo positivo nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (3), dando continuidade ao movimento de valorização iniciado no primeiro pregão de novembro. O mercado apresentou um desempenho robusto, especialmente no segmento do café arábica, que registrou ganhos mais consistentes em Nova York.
Por volta das 4h12, no horário de Chicago, o contrato para dezembro/26 do arábica era negociado a 296,35 cents por libra-peso, apresentando uma alta de 4,25 pontos em relação ao encerramento anterior. Com esse movimento, a commodity voltou a se aproximar do patamar psicológico importante de 300 cents por libra-peso.
Desempenho por contrato
Além do contrato principal, outros vencimentos do arábica também operaram com valorização. O contrato março/27 subiu 3,35 pontos, atingindo 283,90 cents por libra-peso, enquanto o maio/27 avançou 3,75 pontos, cotado a 280,25 cents. O contrato julho/27 fechou o período com ganho de 3,90 pontos, sendo negociado a 277,40 cents por libra-peso.
Na Bolsa de Londres, o café robusta também acompanhou a tendência de alta, embora com movimentações mais moderadas. O contrato janeiro/27 operava a US$ 3.244 por tonelada, com ganho de US$ 3. Já os contratos para março/27 e maio/27 subiram US$ 4 cada, sendo cotados a US$ 3.231 e US$ 3.226 por tonelada, respectivamente.
Fatores de influência
O cenário de preços é sustentado pela disponibilidade restrita dos estoques certificados da ICE, que continuam sendo uma referência fundamental para a formação dos valores do arábica. A escassez desses estoques oferece suporte ao mercado, mesmo diante da volatilidade característica do setor cafeeiro.
Os investidores mantêm o monitoramento sobre as perspectivas de oferta global, acompanhando o desenvolvimento das safras no Brasil e no Vietnã. Além disso, as condições climáticas nas regiões produtoras brasileiras são acompanhadas de perto, sendo uma variável determinante para as expectativas de safra e o subsequente comportamento dos preços no mercado físico doméstico.
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