Tereza Cristina defende equilíbrio nas relações comerciais do agro com China e EUA
A senadora avaliou que o futuro presidente precisará priorizar o equilíbrio nas negociações com os principais parceiros comerciais do setor agropecuário brasileiro.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, afirmou nesta segunda-feira (12) que uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro (PL) na Presidência da República exigirá equilíbrio nas negociações do agronegócio com a China e os Estados Unidos.
Em entrevista à GloboNews, a parlamentar destacou que a China se posiciona como a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, enquanto os Estados Unidos representam o maior mercado do mundo. Segundo a senadora, o futuro governo precisará identificar as prioridades nacionais para conduzir tais relações comerciais.
Desafios nas relações exteriores
Ao ser questionada sobre como o candidato Flávio Bolsonaro conduziria esses diálogos, Tereza Cristina observou que as responsabilidades da cadeira presidencial alteram a perspectiva de gestão. A senadora enfatizou que o equilíbrio será fundamental, resgatando a forma como as negociações foram conduzidas no passado.
Sobre o cenário internacional, ela relembrou a política de tarifas comerciais adotada pelo governo de Donald Trump. Na visão da parlamentar, tratou-se de uma medida global que não atingiu apenas o Brasil e que precisou ser revista pelos próprios americanos posteriormente.
Discussão sobre jornada de trabalho
Além das questões de política externa, o cenário nacional envolve a votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da jornada 6x1 e a redução para 40 horas semanais sem corte salarial. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação em primeiro turno para a próxima quarta-feira (15).
Tereza Cristina defendeu que o debate sobre a mudança no sistema trabalhista precisa ser feito de maneira mais aprofundada antes de qualquer deliberação. Para a senadora, é indispensável compreender melhor o impacto da medida para empresas e trabalhadores, visando mitigar possíveis riscos de desemprego no país.
Projeções políticas
A senadora também manifestou publicamente seu desejo de presidir o Senado durante seu atual mandato, representando o Mato Grosso do Sul. Ela ressaltou o caráter inédito da proposta, destacando que uma mulher nunca ocupou a presidência da Casa.
Para concretizar essa meta, a parlamentar afirmou manter conversas com seus pares e demonstrou otimismo com as articulações políticas. No entanto, pontuou que o cenário depende da configuração política do Senado que se desenhará após o encerramento do processo eleitoral.
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