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Ministro da Agricultura defende conciliação com agronegócio após reeleição de Lula

André de Paula prega união entre governo e setor produtivo para fortalecer o pilar central da economia brasileira após o processo eleitoral.

Por Redação 3 min de leitura
Ministro da Agricultura defende conciliação com agronegócio após reeleição de Lula

O ministro da Agricultura, André de Paula, defendeu a necessidade de uma conciliação nacional logo após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, esse movimento de aproximação deve incluir obrigatoriamente o agronegócio, setor que hoje representa um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Em entrevista exclusiva, De Paula afirmou que o momento atual exige o fim das divergências políticas que marcaram o período de campanha. Para o titular da pasta, o agro não deve ser rotulado como governo ou oposição, sendo fundamental desmontar o palanque para focar no que une os agentes do setor e o governo federal: o desejo por um campo mais forte.

O agronegócio é o motor que movimenta grande parte das receitas do País através da exportação de commodities. Quando o ministro cita o setor como pilar central, ele reflete a importância de manter a previsibilidade para o produtor rural, que depende de políticas estáveis para planejar seus custos de produção e investimentos em novas tecnologias ou maquinários.

Articulação parlamentar

O governo de Lula terá pela frente o desafio de dialogar com um Congresso Nacional de perfil conservador e sem maioria garantida para o Executivo. De Paula destacou que o presidente pretende utilizar sua vasta experiência política para construir uma gestão de unidade nacional, vencendo as adversidades legislativas através do diálogo constante.

A relação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a mais influente bancada do Congresso, é considerada estratégica pelo ministro. Mesmo que parte do setor tenha apoiado o senador Flávio Bolsonaro (PL) e que a FPA tenha declarado voto na oposição, o ministro acredita na boa vontade de ambas as partes para encontrar pontos de convergência.

A reconstrução de pontes com o Legislativo passa pelo reconhecimento de que o Congresso eleito representa a vontade da população brasileira. O ministro garantiu que, apesar das posições tomadas durante o pleito, os avanços registrados pelo setor anteriormente foram fruto de um trabalho conjunto entre bancada e governo, baseado em críticas e ajustes de rumos.

Desempenho e gestão

No âmbito das relações internacionais, o governo reforçou que a política externa de Lula prioriza os interesses comerciais do Brasil. De Paula citou como evidência dessa eficiência a exportação recorde de produtos agropecuários alcançada no acumulado de 2026, reafirmando que o setor avançou sob a liderança do atual governo.

Questionado sobre a sua permanência no comando do Ministério da Agricultura, pasta que ocupa desde abril, o ministro afirmou que a decisão é exclusiva do presidente Lula. Para ele, o foco principal deve ser a sensibilidade do chefe do Executivo com os temas do campo, independentemente das mudanças na estrutura ministerial ou nomes técnicos e políticos que venham a compor o governo no quarto mandato.

O ministro concluiu que o objetivo do governo continua sendo a realização de ajustes diários na gestão para colher melhores resultados para a classe produtora. O compromisso, segundo ele, é manter o setor agropecuário como prioridade na agenda nacional, garantindo que o País siga colhendo bons frutos na balança comercial através das exportações.

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