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Espírito SantoClima

Irregularidade das chuvas no Espírito Santo coloca em risco o pegamento dos chumbinhos

A falta de uniformidade nas precipitações entre outubro e dezembro pode comprometer a produtividade, causar abortamento de flores e elevar os custos da colheita.

Por Redação 2 min de leitura
Irregularidade das chuvas no Espírito Santo coloca em risco o pegamento dos chumbinhos

A floração do café é uma etapa crítica que exige atenção redobrada dos cafeicultores no Espírito Santo. A irregularidade das chuvas entre outubro e dezembro pode comprometer seriamente o pegamento dos chumbinhos, resultando em quedas de produtividade e aumento dos custos operacionais na colheita.

O processo começa após o período de estresse hídrico, quando as primeiras chuvas estimulam a abertura das gemas florais. No entanto, se o volume de água for insuficiente ou mal distribuído, a lavoura pode enfrentar floradas desuniformes e o abortamento de frutos recém-formados.

Riscos ao pegamento

Precipitações fracas e isoladas tendem a gerar floradas antecipadas e incompletas, enquanto veranicos após chuvas volumosas elevam o estresse hídrico. A combinação de altas temperaturas com baixa umidade relativa prejudica a formação dos frutos e favorece a desuniformidade da maturação.

Essa desuniformidade exige maior planejamento das operações de campo, uma vez que a presença simultânea de frutos verdes, cereja e secos dificulta a colheita. Talhões de uma mesma propriedade podem apresentar floradas desencontradas dependendo da distribuição espacial das chuvas, complicando o manejo geral.

Impactos na produtividade

A irregularidade hídrica reduz o número de frutos por ramo produtivo e compromete o rendimento final do café beneficiado. O risco de perdas é amplificado quando a planta sofre com deficiências nutricionais, ataques de pragas ou concorrência com plantas daninhas.

A avaliação de risco deve considerar o histórico pluviométrico, a capacidade de retenção de água do solo e o estágio fenológico de cada área. Plantas com vigor nutricional adequado tendem a apresentar maior resiliência frente às oscilações climáticas da região.

Práticas de manejo

A conservação da umidade no solo é essencial para atenuar os efeitos da estiagem. O uso de cobertura morta na entrelinha ajuda a reduzir a evaporação direta da água, enquanto o monitoramento constante permite identificar precocemente a queda anormal de chumbinhos.

Recomenda-se evitar operações excessivas de gradagem, que degradam a estrutura do solo e sua capacidade de armazenamento hídrico. A atenção a previsões climáticas de curto e médio prazo é fundamental para ajustar o planejamento das operações agrícolas e proteger a rentabilidade da safra.

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