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Desafios estruturais do agronegócio brasileiro para o próximo mandato presidencial

Entidade do setor propõe cinco frentes de políticas públicas para mitigar gargalos como endividamento, infraestrutura e dependência de insumos importados.

Por Redação 2 min de leitura
Desafios estruturais do agronegócio brasileiro para o próximo mandato presidencial

O próximo governo brasileiro assumirá a gestão de um setor fundamental para a economia, porém marcado por desafios estruturais que exigem soluções de longo prazo. Questões como endividamento, custo do crédito, limitações no seguro rural e instabilidade climática compõem o cenário atual.

Além dos fatores produtivos, gargalos logísticos de infraestrutura, a alta dependência de insumos vindos do exterior e entraves para a expansão em mercados internacionais formam o conjunto de dificuldades enfrentadas pelos produtores. A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) aponta que tais problemas demandam ações contínuas e coordenadas.

Para enfrentar essa realidade, a entidade sugere cinco eixos de políticas públicas, cujo objetivo é fortalecer a resiliência e a competitividade do agro nacional. Especialistas reiteram que a superação desses obstáculos não se encerra em um único mandato presidencial.

Financiamento e resiliência

A primeira frente de atuação foca na criação de uma política nacional de financiamento e seguro rural, com foco especial na resiliência climática. A proposta inclui a implementação de um marco plurianual para o volume de recursos destinados ao setor, assegurando previsibilidade ao crédito.

Dentro dessa estratégia, destaca-se a criação de um Fundo Nacional de Catástrofes Climáticas. O objetivo é proteger o caixa da agroindústria diante das perdas recorrentes causadas por eventos extremos, que impactam diretamente a margem e a liquidez das empresas do campo.

Competitividade e insumos

Para reduzir a vulnerabilidade externa, a Abag propõe uma política industrial voltada ao fortalecimento das cadeias estratégicas. Isso envolve incentivos à produção local de insumos e a eliminação de passivos regulatórios para acelerar a aprovação de novas tecnologias no país.

O planejamento também abrange a modernização dos processos de licenciamento para infraestrutura agroindustrial, essencial para melhorar o escoamento da produção. Paralelamente, sugere-se uma comunicação mais robusta para valorizar a contribuição do setor em temas como segurança alimentar, sustentabilidade e inovação.

Inserção internacional

O último pilar estratégico trata da inserção do Brasil no mercado global e da defesa da competitividade nacional. O foco é atuar de forma coordenada entre governo, setor produtivo e instituições de pesquisa para derrubar barreiras tarifárias e não tarifárias.

Esses esforços buscam garantir que o produto brasileiro mantenha seu espaço e relevância no cenário externo. A implementação dessas medidas exige uma parceria sólida entre iniciativa privada e gestão pública para garantir a continuidade dos projetos a longo prazo.

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