Bunge encerra operação industrial de fábrica de fertilizantes na Argentina
A unidade de Campana, que produzia amônia e tiossulfato de amônio, teve as atividades descontinuadas devido a problemas de viabilidade econômica.

A multinacional Bunge comunicou o encerramento definitivo das operações industriais em sua planta localizada em Campana, na província de Buenos Aires, Argentina. A unidade era focada na produção de amônia e tiossulfato de amônio, insumos essenciais para o setor de fertilizantes.
A decisão foi tomada após uma revisão estratégica das alternativas operacionais e comerciais da companhia. Segundo a empresa, a unidade, que possui mais de 50 anos de história, enfrentava limitações tecnológicas e de infraestrutura que pesaram na análise de custo-benefício.
Fatores da decisão
Além da defasagem da planta, a Bunge apontou mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de insumos como fatores determinantes para o fim das atividades. A operação contava com a participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), que respondia por 17,5% da produção total da fábrica.
A amônia produzida no local serve como matéria-prima básica para fertilizantes nitrogenados como a ureia, amplamente aplicada em culturas de milho, trigo, cevada e arroz. Já o tiossulfato de amônio atua na formulação de fertilizantes líquidos, garantindo o aporte de nitrogênio e enxofre para o desenvolvimento das lavouras.
Impactos e continuidade
A companhia ressaltou, em nota oficial, que o fechamento se restringe exclusivamente à fábrica de Campana, não gerando alterações nas demais atividades da multinacional na Argentina. A Bunge reforçou que mantém seu compromisso de investimento em infraestrutura e processamento de matérias-primas agrícolas no país.
Em relação ao corpo funcional, a empresa afirmou que pretende conduzir o encerramento com respeito aos trabalhadores afetados. O plano prevê o cumprimento de todas as obrigações trabalhistas e a oferta de suporte e informações aos colaboradores durante a transição.
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