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BrasilExportação

Agronegócio paulista registra superávit de US$ 15,61 bilhões nos nove meses de 2026

Setor atingiu US$ 20,08 bilhões em exportações, com o complexo sucroalcooleiro liderando as vendas externas paulistas no período.

Por Redação 2 min de leitura
Agronegócio paulista registra superávit de US$ 15,61 bilhões nos nove meses de 2026

O agronegócio de São Paulo consolidou um saldo positivo de US$ 15,61 bilhões nos primeiros nove meses de 2026. Segundo dados da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o montante é reflexo de US$ 20,08 bilhões em exportações contra US$ 4,47 bilhões em importações.

O setor demonstrou sua relevância econômica ao representar 36,1% de todas as exportações estaduais no período. Enquanto as vendas externas possuem um peso significativo na balança comercial, as importações do agronegócio paulista foram responsáveis por apenas 6,4% do total registrado em São Paulo.

Desempenho dos setores

O complexo sucroalcooleiro liderou as vendas externas com US$ 5,07 bilhões, sendo 93,2% concentrados em açúcar e 6,8% em etanol. Na sequência, o grupo de carnes movimentou US$ 3,35 bilhões, com a carne bovina representando a fatia majoritária de 83,4%.

Outros setores tiveram participação relevante no fluxo exportador: o complexo soja atingiu US$ 2,50 bilhões, produtos florestais somaram US$ 2,45 bilhões e os sucos geraram US$ 1,42 bilhão. O café ocupou a sexta posição, com um faturamento de US$ 1,13 bilhão, dividido entre café verde (65%) e solúvel (30%).

Ao comparar com o mesmo período de 2025, os valores exportados de soja, carnes e produtos florestais apresentaram crescimentos de 19,5%, 6,7% e 11,0%, respectivamente. Por outro lado, o desempenho foi negativo para sucos, setor sucroalcooleiro e café, que registraram quedas de 37,7%, 21,5% e 16,5%.

Desafios com o mercado chinês

A China se manteve como o principal destino dos produtos paulistas, absorvendo 24,9% dos embarques. Contudo, o setor de carne bovina enfrenta um obstáculo logístico e comercial: o atingimento da cota anual de importação chinesa, fixada em 1,10 milhão de toneladas para 2026, ocorrido em 29 de setembro.

Com o esgotamento do limite, o volume excedente passa a ser taxado com uma tarifa adicional de 55%, somada à alíquota padrão, o que compromete a competitividade do produto brasileiro. De janeiro a setembro de 2026, os embarques paulistas de carne bovina para o mercado chinês recuaram 28,4% em volume, com uma queda acentuada de 77,8% apenas no terceiro trimestre.

Segundo o diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, a situação altera a dinâmica das exportações. Para compensar o recuo na China, houve um aumento nas vendas para os Estados Unidos, que ampliaram em 44% a compra de carne bovina paulista, chegando a 71,7 mil toneladas, além da Rússia, que cresceu 146% no período, totalizando 16 mil toneladas.

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