Agronegócio baiano alcança R$ 118,4 bilhões e lidera produção de soja no país
Setor representou 22,1% da economia da Bahia em 2025, com destaque para a liderança nacional em soja, manga e rebanhos de caprinos.

O agronegócio baiano consolidou seu protagonismo na economia estadual em 2025, alcançando um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 118,4 bilhões. O setor apresentou um crescimento real de 4% no período, respondendo por 22,1% de toda a economia da Bahia. Os números, levantados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), englobam toda a cadeia produtiva, incluindo insumos, produção, agroindústria e serviços.
A força do setor manteve-se expressiva em 2026, com a geração de R$ 40,3 bilhões apenas no segundo trimestre, o que representou 26,1% do PIB do estado. Com lavouras que somaram R$ 56,2 bilhões em valor de produção em 2025, a Bahia posicionou-se em sétimo lugar nacional, detendo 49% do valor da produção de todo o Nordeste brasileiro.
Oeste concentra grãos e fruticultura no Norte
A região Oeste baiana reafirmou sua relevância produtiva ao concentrar 39,5% do valor da produção agrícola estadual. Os municípios de São Desidério e Formosa do Rio Preto destacaram-se como líderes nacionais na produção de soja, atingindo R$ 8,2 bilhões e R$ 5,9 bilhões em valor de produção, respectivamente. Para o ciclo 2025/26, a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) estimou que o Oeste deve colher 14,85 milhões de toneladas de produtos.
Já no Norte, às margens do Rio São Francisco, o Vale se consolidou como polo da fruticultura irrigada, sendo responsável por dois terços da manga produzida no Brasil. Juazeiro e Casa Nova lideram esta cadeia, integrando o cultivo de uvas e outras culturas. Esta região do semiárido também abriga os maiores rebanhos de caprinos e ovinos do país, com destaque para Casa Nova, que liderou o ranking nacional de caprinos com 810,2 mil cabeças.
Pecuária e perspectivas para o setor
A pecuária de corte encerrou 2025 com 13,8 milhões de cabeças de gado no estado. No quarto trimestre, o volume de abates sob inspeção sanitária atingiu 372 mil bovinos, um crescimento de 3,1% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Paralelamente, o mercado de equinos mantém força, com a Bahia ocupando posição de relevância na criação de cavalos Mangalarga Marchador.
Para a safra 2026/27, o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta 15,14 milhões de toneladas de grãos na Bahia, mantendo o volume estável. Já a Aiba, em análise regional, projeta 15,81 milhões de toneladas para o Oeste. O futuro das cadeias produtivas baianas aponta para investimentos em beneficiamento, logística, genética e tecnologia, visando ampliar a renda interna a partir da escala produtiva já alcançada.
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